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segunda-feira, 25 de outubro de 2021

BOMBA!! 🧨No jogo bruto contra Bolsonaro Ministro do TSE marca julgamento para terça-feira (26). O mandato do ministro termina na sexta-feira (29). O blog expôe as armações e PF inocenta Bolsonaro

A partir da associação com com a Folha de São Paulo, inimiga de Bolsonaro, comunistas do PT, PC do B e PROS armaram um plano para acusar Bolsonaro de ter praticado crime eleitoral.

No apurado pelo blog constam indícios de que o Jornal Folha de S. Paulo cuidou da tarefa de plantar uma notícia falsa (fake news) e com ela os comunistas dariam sequência ao plano criminoso de acusar Bolsonaro de ter fraudado as eleições e crime eleitoral.

Deram início à execução do plano em 18/10/2018, quando o Jornal Folha de S. Paulo plantou a matéria criminosa, dizendo: “foram comprados pacotes de disparos em massa de mensagens contra o Partido dos Trabalhadores, e a Coligação ‘O Povo Feliz de Novo’, pelo aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp”.

No mesmo dia (18/10/2018), o PT, PC do B e PROS continuaram a execução do plano, indo ao TSE e apresentando Ação de Investigação Judicial Eleitoral, que recebeu o número Processo 0601771-28.2018.6.00.000.

No dia seguinte (19/10/2018), o então Corregedor-Geral da Justiça Eleitoral da época, Ministro JORGE MUSSI, percebeu a armação e escreveu no processo: “toda a argumentação desenvolvida pela autora está lastreada em matérias jornalísticas”. Ou seja não tinha nenhuma prova.

Em 18/6/2019 o Jornal Folha de S. Paulo plantou a matéria falsa, denunciando que "empresas brasileiras teriam contratado uma agência de marketing na Espanha para fazer disparos em massa de mensagens pelo WhatsApp a favor da candidatura de Bolsonaro".

No dia seguinte (19/06/2019) a Folha de S. Paulo publicou a fake news, dizendo: “Engenheiro boliviano diz que seu software foi usado para disparos pró-Bolsonaro”.

Em 7/10/2019, o Ministério Público Eleitoral instado a se manifestar pelo Ministro JORGE MUSSI, "pronunciou-se pela rejeição das preliminares e, no mérito, pela improcedência da ação de investigação judicial eleitoral" contra Bolsonaro.

Com isso, vendo o plano do PT, PC do B e PROS indo por água abaixo, a Folha de S. Paulo plantou a notícia falsa, dizendo: “WhatsApp admite envio maciço ilegal de mensagens nas eleições de 2018".

Depois disto (em 15/10/2019), o mesmo Ministro JORGE MUSSI concluiu o processo e marcou o julgamento de Bolsonaro, escrevendo: “encontra-se concluso, desde 10.10.2019, para confecção de voto e inclusão do feito em pauta, para julgamento plenário", depois estranhamente deferiu pedido para ser compartilhado supostas provas de outro processo, o de número 0601782-57.2018.6.00.0000, Julgado improcedente em 08/03/2021 pelo Plenário do TSE.😱

A partir daí inicia-se um jogo bruto pra cima de Bolsonaro envolventos elementos do STF e do próprio TSE - os fatos no processo mostram esse jogo brutal dentro de uma corte de justiça, cujo todos integrantes deveriam zelar pela isenção e imparcialidade.

VAI VENDO!!

Em 27/5/2020, como o plano não estava dando certo, solicitaram que supostas provas obtidas no Inquérito nº 4.781 do Xerife Alexandre de Moraes, fossem anexadas no processa eleitoral. O Ministério Público Eleitoral opinou pelo indeferimento dessa armação.

Em 9/12/2020, Bolsonaro anexou no processo sentença do Juízo da Vara Cível da Comarca de Brusque/SC, na qual a Folha de S. Paulo e a jornalista Patrícia Campos Mello foram condenadoa ao pagamento de indenização por danos morais ao representado Luciano Hang e à Havan Lojas de Departamentos LTDA., no valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais), em razão das mesma falsas notícias absorvidas pelo TSE e Alexandre de Moraes nos seus inquéritos criados para perseguir apoiadores de Bolsonaro.

Já em 14/7/2021, o Ministro Luis Felipe Salomão, telator da ação dos comunistas, recebe o Ofício eletrônico nº 9850/2021, de Alexandre de Moraes, por meio do qual encaminhou cópia do Relatório do Inquérito nº 4.781 em que ele acusa, investiga e julga. foi enviado para rechear o processo de acusação contra Bolsonaro.

Em 3/8/2021, o Ministro Luis Felipe SalomãoCorregedor-geral da Justiça Eleitoral👨‍⚖️, ombreado com Alexandre de Moraes, pediu o recheio de mais o Inquérito 4.828, do STF, alegando que ali "poderia conter elementos de interesse ...."😲

Consta no Relatório de Análise nº 32/2021 produzido pela Polícia Federal, que, após análise de conversa entre Luciano Hang e Allan dos Santos, “não foi encontrada mensagem que se relacione com a hipótese criminal” de acusação a Bolsonaro.

A PF também relatou que em conversas entre Allan dos Santos e Eduardo Bolsonaro, não havia “qualquer comprovação de prática de crime antidemocrático ou participação” do representado “nas acusações inverídicas efetuadas a seu respeito”.

Por fim o Ministério Público Eleitoral opinou pela improcedencia da ação articulada pelos inimigos de bolsonaro, de fora e de dentro da Câmara, do Senado e do próprio Judiciário, conforme os indícios apontados.

Esse é o jogo bruto pra cima de Bolsonaro sem dó e piedade. São facada outras.🔪🔪🔪

sábado, 2 de outubro de 2021

TSE marca dissimulação de transparência para próxima segunda-feira (4). Essa gente pensa que todos eleitores são bestas quadradas?

Na sua saga de resistencia ao voto impresso que dar maior transparencia, os agentes do TSE avisa que irão fazer abertura dos códigos-fontes dos sistemas de votação das urnas eletrônicas para as eleções 2022; diz que permitirão acesso à sala na qual estarão os computadores da Corte Eleitoral para aqueles que desejarem inspecionar os códigos-fonte.

Agora me diz se isso não é achar que o eleitor é um abestado.

Quando terminar a visita os computadores fcarão sob a responsabilidade de quem?

Não é dos mesmos que de antes?

Quem garantes que os software mostrados serão os mesmos que estarão nas maquinas no dia da eleição? ou se não foram modificados?

Por acaso o eleitor entede alguma coisa de código-fonte?

Quando ele vai a uma lotérica, o atendente lhe mostra o codigo-fonte da maquina ou lhe imprime um comprovante do jogo para verificação?

Quando se faz um depósito no caixa eletrônico, a maquina mostra um código-fonte ou ela lhe fornece um comprovante impresso do depósito?

Por que o TSE impede que o voto eletronico seja impresso? O que está por trás dessa resistência?

Enquanto não houver voto eletronico impresso todas essas dissimulação do TSE não passa de atutude de quem acha que todos eleitores do Brasil são bestas quadradas.
O eleitor lá quer saber de codigo-fonte manipulável!
O eleitor quer vê é seu voto impresso para saber se não foi enganado.

"Maldito é o homem
que confia nos homens,
que faz da humanidade mortal
a sua força,
mas cujo coração se afasta do Senhor.

 JEREMIAS 17.5

quinta-feira, 29 de julho de 2021

Em live Bolsonaro desmascara o escuso sistema de votação e apuração do TSE sem auditoria pública

Nesta quinta-feira (29) o Presidente da República, Jair Bolsonaro expós o que milhares de brasileiros já denunciavam a tempos: o fato de que as urnas eletronicas utilizadas no Brasil são passíveis de fraude para modificar a vontade do eleitor e beneficial algum comprador de eleição.

Quase a totalidade dos países do mundo abandonaram a fraudolenta urna eletrônica xodó de alguns ministros do TSE. 

Em 05 de julho no Senado, em resposta à senadora Soraya Thronicke (PSL-MS), Barroso admitiu que poucos países no mundo adotam a votação por meio de urna eletrônica, mas afirmou que a urna brasileira é auditável.

Auditável como e quando? depois que apagam os vestígios da fraude? Só se for.

Desde do caso de Caxias-MA em 2008, em todas eleições pipocam denuncias de fraude das eleições, mas são silenciadas ou dissimulado processos de apuração. Termina mandatos e nada é apurado.

Chegou a hora do voto do cidadão ir pra quem ele realmente deseja. Sem aparecimento de imagem de outro candidato ou outras surpresas que fraudam o sufrágio.

quarta-feira, 9 de junho de 2021

MINISTRO APOIADOR DE MEDIUM ESTUPRADOR ATACA O CRISTIANISMO: "Tem uma espécie de cristianismo do mal no Brasil", externando seu ódio

Em debate na Câmara, o presidente do TSE e ministro do STF, Luís Roberto Barroso, atribuiu a reação da população contra suas vergonhosas posturas no Judiciário, a pecha de "milícias digitais" e "uma espécie de cristianismo do mal". O que representa um sutil ataque aos cristãos do Brasil.

Ao atribuir "ódio, mentiras, teorias conspiratórias” aos que reagem suas sanhas contra um governo que não cede a seus interesses, o Ministro externa ser ele e os que representa os verdadeiros portadores de 
"ódio, mentiras, teorias conspiratórias”

O ministro esqueceu sua horrenda opção de se associar à verdadeira "espécie de cristianismo do mal": ao Médium João de Deus acusado de estuprar mais de 200 mulheres.

sábado, 15 de maio de 2021

SAIBA PORQUE O MECANISMO (O ESQUEMA) NÃO QUER QUE SEU VOTO SEJA IMPRESSO

Todo brasileiro tem a seguinte dúvida: Será que meu voto foi para quem eu realmente votei?

Até quando as urnas brasileiras não permitirão a verificabilidade do voto?

Quantos profissionais com os mais diversos interesses tiveram acesso ao código-fonte da urna eletrônica em toda a sua história?

Para o especialista Diego Aranha — O voto impresso tem a finalidade de permitir a verificação independente e por amostragem da votação eletrônica.

Coisa que Roberto Barroso e seus comandados têm pavor.

Coisa que os políticos eleitos por fraudes têm abominação.

“O voto impresso é fundamental para fins de verificação da integridade de uma eleição oficial que depende de urnas eletrônicas do tipo adotado no Brasil”, afirma o especialista.

Pois, possibilita a verificação independente dos votos computados na urna eletrônica.

A votação com impressão do voto permite que os eleitores verifiquem se seus votos são expressos como destinados, coletados como elencados, e contabilizados como recolhidos, ou seja, proporcionam uma apuração capaz de ser conferida pela sociedade.

O modelo de urna utilizado no Brasil foi abandonado por quase todos os países que já o utilizaram. A maioria desses países migraram para equipamentos que permitem a auditoria independente de software pelo uso de um registro físico. Argumentar que o Brasil tem uma grande área e complexidade não é suficiente, uma vez que países como a Índia conseguiram adotar este tipo de tecnologia com sucesso. A transparência e audibilidade de uma eleição são requisitos (e não características desejáveis) para uma democracia forte e justa.

“Atualmente, um fraudador interno que trabalha no TSE tem acesso privilegiado ao software de votação, infraestrutura de totalização e todos os demais componentes do sistema. Observe que o custo e impacto de fraudes montadas com manipulação de votos individuais é muito diferente de manipular o software de votação diretamente. Felizmente as urnas eletrônicas não foram projetadas para se conectar à Internet, mas continuam conectados os computadores de desenvolvedores do TSE e os sistemas de transmissão do software de votação e de resultados, logo ataques remotos não podem ser totalmente descartados”.

RELATÓRIO DO GRUPO 1 PARTICIPANTE NOS TESTES PÚBLICOS DE SEGURANÇA 2017

Sobre Voto Eletrônico Em Outros Países

A adoção de voto eletrônico sem registro físico dos votos está rapidamente sumindo do planeta. O único país a insistir no equívoco em escala nacional é o Brasil. O último país a corrigir esse equívoco foi a Índia, que começou seu piloto de introdução do voto impresso em 2014, após uma demonstração da equipe do professor Halderman interferir com o funcionamento do software de uma única urna. Note que, após demonstrarmos um ataque análogo no Brasil, porém com poder de amplificação para 50 urnas por cartão manipulado, não sensibilizamos as autoridades brasileiras da forma como o professor Halderman sensibilizou as indianas. Aparentemente, apenas 7 de um total de 50 Estados dos EUA utilizam máquinas sem registro físico do voto adquiridas há mais de uma década, havendo enorme pressão da comunidade técnica local para que esses equipamentos sejam abandonados. Até o ex-presidente Clinton manifestou-se a respeito, dada a urgência da questão. França e Itália chegaram a adotar voto eletrônico no início do século em projetos pilotos já abandonados e eleições municipais, gerando na ocasião uma boa dose de controvérsia. Há várias fontes que facilmente contradizem as alegações dos entrevistados de que outros países utilizam urnas similares às brasileiras. O único país da Europa que utiliza máquinas de votar em escala considerável é a Bélgica, mas todas com registro físico do voto.

Sobre Os Testes De Segurança

A alegação de que especialistas não conseguiram violar a segurança do equipamento nos testes do TSE é completamente falsa. Foram quatro edições até hoje e, em todas elas, surgiu alguma vulnerabilidade afetando importantes propriedades de segurança do equipamento. Falhas cada vez mais graves foram descobertas ao longo do tempo, à medida que os participantes familiarizavam-se com o sistema e aprendiam a contornar as restrições dos testes. Para citar algumas dessas restrições, são apenas três dias para examinar dezenas de milhões de linhas de programação, e é proibido anotar trechos de código em papel ou usar as próprias máquinas (tomando enorme tempo para preparar um ambiente de trabalho). Há recursos que ainda persistem fora de escopo dos testes mesmo após funcionar em produção por 10 anos, como a identificação biométrica. Mesmo com esses obstáculos, os testes têm detectado vulnerabilidades e erros de projeto, sem exigir conhecimento além do trivial para um profissional de segurança.

· Na edição de 2009, um pesquisador independente mostrou como quebrar o sigilo do voto com a captura de frequências de rádio emitidas pelas diferentes teclas da urna.

· Na edição de 2012, primeira com acesso ao código-fonte, Diego Aranha coordenou o time que mostrou como quebrar o sigilo do voto de autoridades ou seções eleitorais inteiras utilizando apenas informação pública para recuperar os votos de maneira ordenada. O time também detectou falhas em outros mecanismos de segurança, como compartilhamento massivo e armazenamento inseguro de segredos para proteção do sistema (as chaves criptográficas). Para uma analogia com o mundo real, considere um cadeado que imediatamente perde sua segurança caso a chave seja roubada. No caso da urna, o segredo estava armazenado no próprio código-fonte, de forma análoga a embaixo do tapete.

· A próxima edição aconteceu apenas anos mais tarde, em 2016, quando investigadores mostraram como adulterar resultados de eleições em pequena escala utilizando o Sistema de Apuração, acionado em caso de contingência para digitação manual de resultado parcial da urna. Este foi o primeiro ataque com sucesso à integridade dos resultados.

· A maior surpresa estava reservada para 2017, quando duas equipes alcançaram objetivos inéditos. Peritos da Polícia Federal conseguiram recuperar chaves criptográficas ao inicializar o sistema em uma máquina virtual. O nosso time, composto por Diego Aranha (Unicamp), Pedro Barbosa (UFCG), Thiago Cardoso, Caio Lüders (UFPE) e Paulo Matias (UFSCar), explorou uma série de vulnerabilidades para executar software malicioso na urna e adulterar o comportamento do software de votação, que é muito mais grave que um ataque contra a integridade dos resultados. Injetamos pequenos programas de nossa autoria para demonstrar as diversas implicações dessa capacidade de ataque, como violar o sigilo do voto de eleitores específicos, inserir mensagens na tela para fazer boca de urna, e interferir com o armazenamento dos votos. Chegamos a escrever um programa para desviar votos entre candidatos e a demonstrar seu funcionamento em um simulador de urna nos últimos minutos dos testes, porém não foi permitido que testássemos a carga desse programa no hardware real da urna, procedimento que leva cerca de 1 hora. Nossa abordagem foi pensada para um fraudador que captura os cartões de memória que instalam software nas urnas antes das eleições, sabendo que cada cartão instala até 50 máquinas. Uma das vulnerabilidades utilizadas foi o armazenamento inseguro de segredos, detectado lá em 2012 e ainda não totalmente resolvido.

Por fim, vale ressaltar que o Brasil não é o único país a realizar testes de segurança, com experiências menos restritas já observadas na Alemanha (sistema de totalização) e na Voting Villageda DEFCON (à qual o TSE inclusive assistiu no ano passado). É bem verdade que os testes da DEFCON são promovidos por iniciativa independente do governo, mas isso só é possível pois lá o cidadão comum possui livre acesso ao equipamento utilizado nas eleições e pode adquiri-lo comercialmente, o que não ocorre no Brasil.

Sobre Os Testes De Confirmação

Em Maio, foram realizados os chamados “testes de confirmação”. Vale lembrar que o edital dos testes não permitia procurar novas falhas durante essa etapa, apenas repetir os procedimentos que haviam obtido sucesso nos testes de Novembro. Nossa equipe nem ao menos chegou a repetir esses procedimentos, limitando-se a ler o código fonte e opinar a respeito das modificações implementadas pelo TSE, por uma série de motivos: apenas 1 dia de testes com a equipe desfalcada por 2 membros; só poderíamos repetir o ataque de decifração dos cartões de memória se houvéssemos levado para o TSE equipamento de bancada de eletrônica, cuja necessidade não prevíamos antes de sermos informados a respeito da decisão do TSE de mover chaves criptográficas do código-fonte para o hardware; o TSE recusou a possibilidade de demonstrarmos em hardware real o ataque de desvio de votos na versão vulnerável do sistema examinada em Novembro, apesar de admitir, em ofício, que era conclusão lógica e natural da capacidade de adulterar o software.

Sobre A Possibilidade De Auditar O Código-Fonte

Mesmo com todas as restrições e a impossibilidade de se fazer uma análise de segurança completa do sistema, os testes produzem relatórios dos problemas encontrados, com recomendações de ajuste. Desta forma, a equipe de desenvolvimento do TSE tenta determinar qual o melhor modo de mitigar ou resolver os problemas. Ainda assim, algumas falhas são estruturais e exigem esforço importante de reformulação, que às vezes toma anos. Também não há garantia de que a correção persistirá, já que o desenvolvimento continua até bem perto da eleição, passando pela janela em que os partidos políticos podem inspecionar o código. Nada impede que existam outras vulnerabilidades mais graves ou que correções sejam acidentalmente revertidas. Esta é a natureza de qualquer software, e é por isso que a comunidade técnica não acha boa ideia realizar eleições utilizando apenas programas de computador, situação agravada pela necessidade de auditar dezenas de milhões de linhas de código (“linha a linha”, segundo o TSE).

Segundo nosso levantamento em 2017, a base de código do software que vai na urna possui 24 milhões de linhas de código. Mesmo que apenas 5% dessa base seja crítica, por receber, processar e armazenar votos individuais; ou implementar mecanismos de segurança, ainda restam mais de 1 milhão de linhas de código. Perdão, mas nenhuma equipe especializada é capaz de verificar que esse volume inteiro de código funciona corretamente e resiste a tentativas de manipulação. E mesmo que o código-fonte do software seja “blindado” por uma assinatura digital antes da votação, conforme alegado pelo TSE, continua extremamente simples para um fraudador interno introduzir trechos de código na fase de compilação, após a inspeção dos partidos e antes das eleições acontecerem.

O TSE alega que o objetivo dos testes não é um desafio, mas um esforço de colaboração. Gostaríamos então de entender por que as chaves criptográficas foram deliberadamente apagadas da base de código antes dos testes de 2017 começarem, sendo apresentada uma versão incompleta para os investigadores, “para aumentar o desafio”, nas palavras de um dos técnicos responsáveis. Por que houve então a introdução, ainda que apenas na edição de 2016, de um Termo de Sigilo que obrigava investigadores a guardar segredos por toda a vida? Importante também explicar porque os resultados são sempre divulgados de maneira desonesta, muitas vezes em espaços que não oferecem a possibilidade do contraditório, como a própria alegação anterior de que especialistas não conseguem violar barreiras de segurança durante os testes. O papel dos testes já ficou muito claro: convidar especialistas apenas para justificar a versão oficial de que o sistema é seguro e exemplo para o mundo, e qualquer posição discordante é tratada com hostilidade.

Sobre O Sistema Ser Auditável

Além das vulnerabilidades já encontradas, há um problema ainda maior, que termina ofuscado. Conforme demonstrado na tentativa inconclusiva de auditoria após a eleição de 2014, o sistema de votação falha em uma de suas principais finalidades: provar para a sociedade que o resultado está correto. Eventuais auditorias ficam restritas a especialistas que precisam examinar toneladas de arquivos produzidos pelas urnas, sem a garantia de que funcionaram honestamente. O grande problema é que uma fraude minimamente sofisticada em escala razoável, especialmente se montada com colaboração interna, pode terminar indetectável.

Nossa Posição

Defendemos que o modelo atual de votação eletrônica adotado no Brasil seja gradualmente transicionado para um sistema que produza registro físico do voto conferível pelo eleitor, seja nos moldes propostos pelo artigo publicado pelo TSE ou por algum dos projetos alternativos que vem sendo discutidos pela comunidade acadêmica. O que não podemos é depositar fé que o sistema atual seja suficientemente seguro, dadas as evidências técnicas em contrário, e adiar indefinidamente uma mudança, como vem acontecendo desde 2009, em uma batalha infindável entre o Legislativo e o Judiciário.

Grupo 1 participante nos Testes Públicos de Segurança 2017