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domingo, 22 de março de 2020

NA FALTA DE IMPRENSA SÉRIA: o relatório A World At Risk (Um mundo em risco)

O Banco Mundial e a Organização Mundial da Saúde (OMS) criaram em 2018 o Global Preparedness Monitoring Board - GPMB (Conselho de Monitoramento da Preparação Global), incumbido de alertar as autoridades do risco de pandemias globais e fazendo a seguinte observação: “os líderes mundiais têm respondido às emergências em saúde com ciclos de pânico e negligência”, De acordo com a co-presidente do GPMB, Gro Harlem Brundtland.

Já em 22/09/2019, o GPMB apresentou na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) o relatório A World At Risk (Um mundo em risco).

O relatório recomendou Ações urgentes

O relatório A World At Risk traz recomendações urgentes para os líderes mundiais se prepararem para enfrentar emergências em saúde. 

1 - Se “comprometer com a prevenção, implementando integralmente o Regulamento Sanitário Internacional e aumentando o investimento em prevenção como parte integrante da segurança nacional e internacional”;

2 - Construir “sistemas resistentes de prevenção”, com coordenadores de alto nível e prioridade para o envolvimento da comunidade.

3 - Os países, doadores e instituições multilaterais “devem se preparar para o pior cenário de uma pandemia de vírus respiratório em rápida evolução”.

4 - Promover pesquisas e o desenvolvimento de novas vacinas e medicamentos;

5 - Compartilhamento rápido de informações;

6 - Que a ONU fortaleça a prevenção e a coordenação da resposta a epidemias internacionalmente.

Situação de epidemias no Brasil

A pandemia de influenza (H1N1), de 2009, matou entre 151,7 mil e 575,4 mil no mundo, entre os anos de 2009 e 2010.

O Brasil registrou 50.482 casos em 2009, com 2.060 mortes por influenza A/H1N1, segundo dados do Ministério da Saúde. Após o início da vacinação, em 2010 foram 973 casos da doença e 113 mortes. Em 2011, os números caíram para 181 casos e 21 mortes.

Apesar das ações das autoridades de saúde brasileiras desde 2010 a gripe comum tem sido a epidemia campeã de mortes no Brasil, seguida da H1N1.

O relatório A World At Risk (Um mundo em risco), havia dito que o mundo não está pronto para uma pandemia causada por um patógeno virulento respiratório e se espalhando rapidamente. E deu um exemplo: “a pandemia global de A gripe de 1918 afetou um terço da população mundial e matou 50 milhões de pessoas, 2,8% da população total (16, 17). Se hoje houvesse uma contágio semelhante, em um mundo com população quatro vezes maior e em que você pode viajar para qualquer lugar em menos de 36 horas, eles podem morrer entre 50 e 80 milhões de pessoas (18, 19). Além desses trágicos níveis de mortalidade, tal pandemia pode causar pânico, desestabilizar a segurança nacionais e têm sérias conseqüências para a economia e o comércio mundial”.
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