domingo, 17 de agosto de 2014

TODO CUIDADO É POUCO!!!

Flávio Dino tem consciência do que são capazes os Sarney e seus agentes do mau. Tem que ficar atento às armadilhas que eles preparam. Uma delas era a entrevista na Rádio Mirante. Flávio Dino escapou a tempo.

 Lobão Filho e a Oligarquia Sarney que o patrocina tem ficha tão suja que inspiram cuidados do candidato Flávio Dino.

A Polícia Federal já flagrou essa gente em ação. São capazes de tudo.

Trechos do grampo da PF:
Sarney – Meu filho, esse negócio que eu li hoje do filho do Aderson Lago e do Aderson Lago, meu filho, esse sujeito foi muito cruel com a gente (…). Escreveu outro dia aquele artigo me insultando de uma maneira brutal. Vamos botar isso na TV.
Fernando – (…) não sei por que essa pressa. Fiz isso desde o começo, consegui os documentos.
Sarney – Eu vi hoje no Walter Rodrigues (que mantém um blog voltado para a política maranhense)…
Fernando – Viu não, foi vazado propositadamente (…)
Sarney – Põe na TV. Manda botar o destino do dinheiro recebido (…)
Fernando – O cara já está aqui, da Globo (…)
Sarney – Falou com ele isso, não?
Fernando – Falei com ele, mostrei tudo (…). Mas calma, não precisa pressa, não precisa pressão.
Sarney – Pressão, não rapaz.
Fernando – (…) Passei para o Sérgio (não identificado), tô soltando no jornal pouco a pouco, a vazada foi proposital (…).
Fonte: Jornal Folha de São Paulo
Confira o áudio do grampo no link: http://www.youtube.com/watch?v=ivgnuP1hbMY
A reportagem foi veiculada em O Imparcial:
SÃO PAULO - O senador José Sarney (PMDB-AP) e seu filho Fernando Sarney aparecem em uma escuta legal da Polícia Federal discutindo o uso de duas empresas do grupo de comunicação da família para veicular denúncias contra seus rivais do grupo do governador Jackson Lago (PDT).
É o que mostra a  reportagem de Leonardo Souza e Felipe Seligman, publicada ontem na Folha de S. Paulo.
Eleito presidente do Senado, Sarney e Lago travam uma batalha política no Maranhão. O governador do Maranhão também é acusado pelo grupo de Sarney de utilizar a mídia local para atacá-lo.
A PF realizou os grampos durante a operação Boi Barrica, que apura movimentações financeiras de empresas da família Sarney no período eleitoral de 2006.
Em um diálogo registrado em 17 de abril de 2008, o senador e o filho, tratam de uma denúncia publicada num blog do Maranhão (o do jornalista Walter Rodrigues) contra Aderson e seu filho, Aderson Neto.
Na conversa, Sarney manda Fernando levar ao ar na TV Mirante (de sua propriedade) uma reportagem sobre o caso, ressaltando que Aderson o insultou de “maneira brutal” num artigo.
Fernando dá a entender ao pai que foi ele quem vazou a informação ao blog e que estava preparando reportagem sobre o tema tanto na TV, como no jornal da família (O Estado do Maranhão).
Ao tratar do insulto sofrido, possivelmente, Sarney se referia a um artigo publicado por Aderson no Jornal Pequeno e em O Imparcial, em 15 de maio de 2007.
No texto, Aderson chamou Sarney de “velho oligarca” e disse que luta contra o grupo do ex-presidente desde 1990, tendo feito “algumas denúncias que mais incomodaram naquele que desejou ser o dono do Maranhão”
Segundo o blog, Neto teria se envolvido em desvios de recursos públicos de convênios firmados entre a Prefeitura de Caxias e o governo estadual.
Os veículos de comunicação da família Sarney são a TV Mirante - afiliada da Rede Globo - e o jornal “O Estado do Maranhão”.
Como as emissoras de TV são concessões públicas, a lei 4.117/62 proíbe seu uso para fins políticos. Procurado pela Folha, o senador não quis se manifestar sobre o assunto.
Abin suspeita
BRASÍLIA - Uma interceptação telefônica feita pela Polícia Federal em abril do ano passado, com autorização da Justiça, captou uma conversa entre o senador José Sarney (PMDB-AP) e seu filho Fernando Sarney.
No diálogo, o presidente do Senado pergunta ao filho, que é empresário, se ele havia recebido informações da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), supostamente sobre um processo judicial que, então, corria em sigilo.
Na gravação de 3 minutos e 32 segundos, no dia 17 de abril do ano passado, Fernando pergunta ao pai se há alguma novidade sobre “aquele meu negócio”, que seria um processo sigiloso protocolado na 1ª Vara da Justiça do Maranhão. Sarney responde: “Não, até agora não me deram nada”.
Fernando prossegue: “Muito bem, mas eu aqui já tive notícia, aqui do Banco da Amazônia”. O senador pergunta: “É, né. Da Abin?” E o filho responde: “Também”.
A PF informou que a menção à Abin não é suficiente para abrir uma investigação específica a fim de apurar se agentes do órgão passaram para a família Sarney informações sobre uma operação policial em andamento.
O suposto vazamento de informações pela agência seria sobre a Operação Boi Barrica, em que a PF investiga a possibilidade de uma empresa de Fernando Sarney estar envolvida com esquema de financiamento ilegal na campanha eleitoral de 2006.

O Impacial