30 de jan de 2018

Partidos terão R$ 1.700.000.000,00 para comprar votos em 2018. É mais do que em 2014

Em toda campanha eleitoral no Brasil, 80% dos gastos é com a compra de votos. Essa é a dura realidade. Os candidatos e os eleitores em sua maioria absoluta respiram a corrupção eleitoral durante as campanhas. No esquema entra candidatos e eleitores, inclusive pastores, crentes, irmãos, santos do pau oco, etc. Se tornou algo cultural e corriqueiro.

A justiça eleitoral até que tenta, mas nada pode fazer, pois teria que ter milhões de fiscais para fiscalizar milhões de eleitores vendendo votos no dia ou nos dias que antecedem as eleições.

Em outubro de 2017, os deputados federais aprovaram o "fundão" (fundo eleitoral com recurso público para os candidatos se elegerem). São 1 bilhão e setecentos milhões de reais. O fundão será abastecido por 30% do valor das emendas parlamentares de bancada previstas para 2018 e ainda dos recursos proveniente da compensação fiscal dada até agora às emissoras de rádio e televisão pela veiculação da propaganda partidária eleitoral.

O eleitor que vende voto já tá sabendo. Não vai querer aceitar a desculpa de candidatos que diz que não tem dinheiro. No final essa grana acaba aparecendo, nem que seja no dia das eleições nas esquinas, na carona para o local de votação, nas casas de cabos eleitorais, e por aí vai.

As prestações de contas eleitorais são apenas para encher linguiça e passar a ideia de que a coisa é séria. Nadinha, nadica de nada. A exigência é apenas apresentá-las.

A sede por essa grana é tão grande que famílias inteiras já estão relacionando os candidatos para começarem a operação Toma Lá, Dá Cá.

Em 2018 a festa é maior.  Quem for pego, levou azar. Mas continuará “Tudo como dantes no quartel de Abrantes”.