21 de jan de 2018

A política alucinatória do Maranhão

Com a derrota dos “Donos do Mar” (família Sarney) para Flávio Dino nas eleições de 2014, a política no Maranhão vem apresentado novas configurações com certo teor de complexidade, pois as agremiações partidárias acham que agora o espaço está aberto para chegarem ao Palácio. 

Com a derrota da família Sarney várias forças políticas emergentes têm surgido com uma fome insaciável. Flávio Dino, ao contrário de Jackson Lago, abraçou o Estado e cuida de “partir o bolo” segundo a regra de divisão da política tradicional: “1 pra ti e 2 pra mim”. Mesmo nessa divisão, Flávio Dino tem aglutinado muitas lideranças em torno do Palácio. Se são confiáveis ou não é uma outra questão.

Da divisão do bolo sobra para o povo a política do “pão e circo”. Essa política é ao gosto do freguês, pois o povo do Maranhão já absorveu tais práticas de engano da população. As mesmas executadas pelos Sarney por décadas. 

Flávio Dino corre contra o tempo para satisfazer os fregueses maranhenses. Uma obra ali, outra acolá. Uma maquiagem aqui, outra lá. E vamos-que-vamos. Os retorques finais ficam por conta das agencias de publicidade do governo e da mídia paga pelo palácio.

Enquanto a população se entrete com as vinhetas das publicidades como se estivesse sob efeito do Alucinógeno (droga que provoca alteração na percepção visual e na capacidade de pensar da pessoa), as chuvas deterioram as obras de péssimas qualidades e desbotam as maquiagens registradas como obras de grande valor.

Assim vive o povo do Maranhão que não aprende e nem quer aprender para se libertar do pão e circo.