quarta-feira, 24 de abril de 2013

Os braços que dão sustentação aos crimes de agiotagem no Maranhão.

Em julho 2012, o Blog do Edgar Ribeiro e o Blog de Marcos D'eça revelaram de maneira clara como funciona os esquemas de agiotagem e desvios de dinheiro público no Maranhão. Confira:


O blog do Marcos D’eça mostrou na época que para funcionar, o esquema conta com um braço na Polícia Federal, outro em setores da Justiça - estadual e federal – e de órgãos federais de controle e fiscalização.

Pelo que já se ouviu e se viu, os esquemas de corrupção envolvendo agiotagem e desvio de recursos públicos no Maranhão funciona de dois Modos, denunciou o blog do Edgar Ribeiro em julho de 2012:


Apurou D’eça que Os agiotas agem ainda em duas frentes: numa delas, financia campanhas eleitorais de promissores candidatos, dando garantias de que o pagamento só será feito em caso de vitória nas urnas - com dinheiro público, obviamente.

Na outra frente diz D’eça, a quadrilha se adianta às operações da Polícia Federal – devidamente informada por membros da própria PF – e oferece “serviço” para livrar os gestores enrolados, mediante pagamento.

O blogueiro vai fundo e informa que o grupo tem como chefe maior o agiota Gláucio Alencar – o mesmo que, segundo a polícia, mandou matar o jornalista Décio Sá - age da seguinte forma:

Primeiro recebe informações de membros infiltrados na Polícia Federal e na Controladoria-Geral da União sobre ações em prefeituras e outros órgãos públicos que estejam sendo investigados por desvio de recursos públicos.

Em seguida, de posse de cópias da documentação sobre a ação – inclusive pedidos de prisão – outro membro da quadrilha  procura os acusados e toca o terror, exibindo os documentos que comprometeriam o gestor.

E oferece seus “préstimos” para livrá-los da eventual cadeia.

Segundo apurou o blog de D’eça, esta negociação gira sempre entre R$ 200 mil e R$ 600 mil, dependendo do porte do órgão ou prefeitura investigada.

Garantido o negócio, com pagamento antecipado da primeira parte, o envolvido é simplesmente ignorado nas ações da PF e da CGU contra corrupção – e fica na dependência da quadrilha de agiotas.

Muitas vezes, o próprio Gláucio ”financia” o gestor enrolado, tendo a garantia de acesso aos recursos públicos do órgão ou prefeitura investigado pela PF.

Daí por que os cheques de prefeituras foram encontrados com ele…

Está explicado o por que das liminares concedidas para manterem prefeitos no cargo.

Está explicado o por que da prefeita de Paço do Lumiar ter dito que foi refém de membros do judiciário.

Se alguma autoridade séria deste país se importa com este estado de coisa é bom tomar uma providência urgente, sob pena de institucionalização desse crime no Maranhão.

O sistema de segurança do Estado do Maranhão não tem suporte para cuidar da violência do dia-a-dia e combater essas quadrilhas extremamente organizadas, com tentáculos nos poderes constituídos.