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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

AS ARMADILHAS POR TRÁS DAS SUGESTÕES DE NOMES PARA O SECRETARIADO DE EDIVALDO HOLANDA JUNIOR.


Na lista de secretariados do próximo prefeito de São Luís títulos é o que não falta. Se depender dos currículos ali descritos, São Luís vai ser Capital de primeiro mundo.

Ocorre que o sucesso na administração dos problemas da cidade exige uma coisa chamada de ‘EXPERIÊNCIA’. Na hora do pega pra capar, currículos sem experiência, sem prática, de nada valem.

Sabemos que essas escolhas não são fáceis para Edivaldo Holanda Junior. Mas, ele deve atentar para a necessidade de ter em sua equipe pessoas que sabem fazer o que lhes está proposto para que não torne seu governo refém de quaisquer grupos ou interesses outros.

Tomemos como exemplo a pasta do Trânsito e dos Transportes (a SMTT). A pessoa escolhida por Edivaldo Holanda, pelo que se sabe, não tem um histórico de sucesso por onde passou. Com ligação direta aos empresários de transportes coletivos, a Sra Mirian Aguiar foi superintendente do sindicato dos empresários de ônibus.

Otávio Cunha, presidente executivo da NTU - Associação Nacional dos Transportes Urbanos está por trás da indicação de Mirian Aguiar para a SMTT. Com promessas mirabolantes, Otávio cunha conseguiu emplacar mais essa para tentar concretizar de vez o controle dos transportes coletivos pelos empresários de ônibus. Tadeu Palácio e Canindé Barros não permitiram que isto acontecesse.

Estão vendendo gato por lebre para Edivaldo Holanda Junior. O orçamento reservado para a SMTT para 2013 é de apenas 29 milhões só para custeio e 4 milhões para o Fundo de Transportes e Trânsito, que não dá para quase nada em termos de estruturação da malha viária.

DO VLT PARA O BRT?

Otávio Cunha é defensor do BRT – Bus Rapid Transit ou Trânsito Rápido por Ônibus. Ele explica: “Você faz um corredor de BRT em dois anos e meio, entre projeto básico, executivo e a implantação”.

Diz mais Otávio cunha: “O BRT precisa ter a via segregada, exclusiva; garantir o embarque e desembarque em nível na plataforma; apresentar velocidade comercial elevada; assegurar o pagamento antecipado da passagem e providenciar informações aos usuários através da central de controle operacional”, resume, elencando os requisitos básicos para que um corredor de ônibus possa ser classificado como um legítimo Bus Rapid Transit. “A rigor, no Brasil, só existem três BRTs: em Curitiba (PR), Uberlândia (MG) e Goiânia (GO).”

Ao meu ver Edivaldo foi “levado” nesta escolha do titular da SMTT. É uma secretaria estratégica para o sucesso de seu governo.

Tem mais um fato: A prefeitura de São Luís está desfalcada de técnicos e de gente que sabe fazer as coisas. O acervo técnico que prefeitura tinha conseguido ao longo dos governos de Jackson Lago e Tadeu Palácio fora excluídos por Castelo e substituídos por 8.783 fantasmas que constam da folha de pagamento do Município de São Luís.

LEI DE MOBILIDADE URBANA.

Com BRT ou Ônibus comum, o fato é que o próximo prefeito Edivaldo Holanda Junior terá que estabelecer uma política de mobilidade urbana e daí um plano de mobilidade urbana de fato para São Luís.

A Lei 12.587/2012, conhecida por Lei de Mobilidade Urbana, determina a inclusão do cidadão nas elaborações das políticas públicas e a definição clara de quais são as atribuições dos municípios, nas questões relacionadas aos transportes públicos. Edivaldo deve abrir esta discussão com a população logo no início de seu governo, sob pena de cometer os mesmos erros de João Castelo que levou a questão no banho-maria e deu no que deu.

VEJA A LEI NA ÍNTEGRA (AQUI).

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