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segunda-feira, 8 de julho de 2019

Denúncias de fraude em concursos de Caxias e Paço do Lumiar assumem contornos preocupantes

Na efervescência das denúncias sobre a fraude no concurso de Paço, o Blog apurou que o discurso de defensores em prol de abafar as denúncias é bonito, mas não se sustenta. 

Vamos aos fatos. 

Nas coincidências que só acontecessem com os Campos, onde o escritório de Fred faz contrato com a prefeitura ou tem boa relação com o prefeito, o Instituto Machado de Assis vai lá e “ganha” licitação para fazer o concurso, que vira e mexe aparece na mídia como suspeito de irregularidades.

Um exemplo é a prefeitura de Caxias, onde, coincidentemente um grande amigo de Fred Campos era secretário de governo. Lá, coincidentemente, Fred Campos ganhou a licitação para prestar a assessoria jurídica da prefeitura, o que parece ferir a lei de improbidade administrativa, porque tem procuradoria, mas isso é assunto para outro post. 

Sim. Coincidentemente, depois que Fred Campos passou a assessorar a prefeitura, lá vem o Instituto Machado de Assis e “ganha” um contrato para fazer um concurso milionário. 

Outro exemplo é o da prefeitura de Raposa, onde o Instituto Machado de Assis foi lá e também “ganhou” licitação para fazer um concurso. Coincidentemente, a prefeita é amiga dos campos, e envolvida em outros negócios (AQUI e AQUI). 

Agora em uma nova Coincidência estão em cena o Instituto Machado de Assis e Fred Campos denunciado por envolvimento em supostas fraudes no concurso de Paço do Lumiar. 

CONTORNOS PREOCUPANTES
A denúncia que chegou ao blog dá conta que o contrato com o Instituo Machado de Assis depois passou a ser investigado pelo MP, que coincidentemente, mesmo sem fundamento, a prefeitura recorre de uma decisão do juiz de Caxias e o recurso cai para desembargadora Nelma Sarney, que seria amiga intima de Fred Campos, segundo a denúncia. 
O Blog apurou que o primeiro recurso dirigido à desembargadora não prosperou. Só que o objetivo não era ganhar nada naquele momento, mas deixar a Desembargadora Nelma preventa, o que acabou acontecendo, tanto que logo depois a prefeitura de Caxias pediu a desistência do agravo. 
Outros dois desembargadores reconheceram a prevenção da desembargadora para julgar todo e qualquer recurso que o assunto seja concurso de Caxias.


Muito embora tenha considerado válido o contrato do concurso sob o argumento de que não se pode penalizar terceiros de boa-fé que se submeteram ao Concurso Público, a desembargadora Nelma julgou prejudicado o recurso da Prefeitura de Caxias em razão do juiz ter reconsiderado a sua decisão. 
Queremos crê que a desembargadora não estaria ciente desses articulados expedientes de advogados, que num passado não muito distante macularam o nome do Judiciário maranhense no escândalo de corrupção de Paço do Lumiar, na gestão Bia Aroso e Alderico Campos, na Câmara. 

Porém, chegou ao blog a notícia de que há movimentações para que as mesmas coincidências de Caxias aconteçam também em Paço do Lumiar. De onde eventuais recursos seriam direcionados à magistrada por interesse dos Campos.

Também é forte o entendimento nos bastidores de Caxias, que se o MP não alegar suspeição na Justiça e investigar se não teve favorecimentos de parentes do prefeito ou de seus aliados políticos, a tese do contrato ilegal não passaria na Justiça. 

Já em Paço do Lumiar, se não acontecer alguma coincidência, Fred Campos e o Instituto Machado de Assis estarão em maus lençóis também em razão das denúncias graves sob investigação do MP.

O blog abre espaço para manifestação ou esclarecimentos de quem possa interessar.